Felipe Buranello, da Maria Brasileira, participa do podcast Do Zero ao Topo, do InfoMoney

Em participação no podcast “Do Zero ao Topo”, Felipe Buranello, da Maria Brasileira, conta a história, desafios e os planos futuros da marca

Por Redação da Maria

Em 28 de agosto de 2026 às 11h51

A Maria Brasileira teve a oportunidade de participar de mais uma conversa sobre empreendedorismo e negócios. Desta vez, Felipe Buranello, sócio-cofundador e CEO da marca, foi entrevistado por Mariana Amaro no Do Zero ao Topo, podcast do InfoMoney.

Confira na íntegra:

Durante o episódio, Felipe contou como surgiu a Maria Brasileira, falou sobre os primeiros desafios da empresa, sobre a expansão pelo sistema de franquias, as mudanças pelas quais o negócio passou e os planos para os próximos anos.

Saiba tudo o que rolou na entrevista:

Da identificação de uma necessidade ao nascimento da Maria Brasileira

A história contada por Felipe começa antes da criação da Maria Brasileira. Depois de experiências profissionais ligadas ao franchising, ele decidiu empreender ao lado de seus sócios.

O primeiro negócio foi uma consultoria de franquias. A partir dessa experiência, os sócios começaram a perceber uma dificuldade que eles próprios enfrentavam: encontrar profissionais para realizar serviços de limpeza.

Foi a partir dessa necessidade que o grupo passou a pesquisar sobre o mercado e perceberam uma oportunidade. Felipe conta que, no começo, a empresa não tinha grandes investimentos disponíveis, por isso, a operação precisou ser construída aos poucos, utilizando os recursos que entravam no próprio negócio. 

Ele resume esse período como um momento em que era preciso fazer o melhor possível com aquilo que tinha disponível. Seguindo essa ideia, a primeira unidade própria funcionou como um espaço para testar o modelo antes da expansão

A empresa mudou junto com o mercado

Você sabia que a Maria Brasileira que existe hoje é diferente daquela que começou sua trajetória? No podcast, Felipe revelou que, no início, a empresa trabalhava com um modelo de multisserviços, incluindo atividades como jardinagem e piscina. 

Com o passar do tempo, os sócios perceberam a força do mercado de limpeza e decidiram concentrar a operação nesse segmento. A partir daí, passou a ampliar os serviços relacionados à área, incluindo limpeza pós-obra, vidros e fachadas.

Ele também destacou a evolução tecnológica. Atualmente, a Maria Brasileira conta com aplicativo e e-commerce e vem incorporando novas funcionalidades para os clientes, acompanhando as mudanças no comportamento dos consumidores. 

Ao falar sobre os próximos projetos, Felipe citou novos formatos de moradia, como apartamentos compactos, além de oportunidades relacionadas a Airbnb e diferentes perfis de clientes.

Crescimento, franquias e os próximos passos da Maria Brasileira

Ao longo da entrevista, Felipe também falou sobre os indicadores que mostram a evolução da rede. A Maria Brasileira encerrou 2025 com R$ 209 milhões de faturamento

Já para 2026, a expectativa inicialmente era chegar a R$ 228 milhões, mas a projeção foi atualizada para R$ 231 milhões após os resultados do primeiro semestre.

Outro dado apresentado por Felipe é que os franqueados, comparados aos mesmos do ano anterior, estavam faturando 22% mais. A meta para o final de 2026 é chegar próximo de 550 franquias.

A rede também chegou a 525 franquias, distribuídas por todos os estados brasileiros, com quase 10 mil profissionais de limpeza e mais de 4 mil atendimentos realizados em dias atuais, segundo os números apresentados durante o podcast.

Para Felipe, outro sinal importante do crescimento está no comportamento dos próprios franqueados: 56% das unidades são operadas por multifranqueados, ou seja, empreendedores que possuem mais de uma unidade da rede.

Uma visão de futuro que vai além da expansão

Quando questionado sobre os próximos passos, Felipe fala em construir um “ecossistema de limpeza” no Brasil. A ideia apresentada por ele envolve não apenas novos serviços, mas também educação, reconhecimento, praticidade e tecnologia relacionados ao segmento.

A Maria Brasileira também pretende continuar observando as mudanças no comportamento do consumidor e desenvolver soluções dentro desse universo de limpeza, cuidados, confiança e bem-estar.

No final da conversa, Felipe deixa um conselho para quem está começando a empreender. Em duas palavras: “Só vai”.

Ele explica que isso não significa agir por impulso. É preciso pesquisar, buscar informações e conversar com pessoas, mas também é necessário tirar os projetos do papel.

Confira um resumo do vídeo gerado por inteligência artificial:

A Maria Brasileira nasceu da informalidade da limpeza residencial. Felipe Buranello, viu gestão ainda adolescente na casa de massas da família, fez Administração em Londrina, passou por Dublin e caiu numa franqueadora de construção em Rio Preto. 

Com dois sócios, começou por uma consultoria de franchising em 2012 e, sem investidor, formatou a própria rede com unidade-piloto em Rio Preto. O método é a faxina brasileira, com água, não o modelo europeu a seco. Em 2013, numa feira em Belo Horizonte, a marca puxou mais gente que os clientes da consultoria. A primeira franqueada veio dali e ainda está na rede.

A tese é esta: limpeza é o serviço, confiança é o produto. O franqueado é treinado presencialmente e vive de gestão de pessoas (CLT, MEI e agenciamento). A PEC das domésticas, em 2015, trouxe demanda e mão de obra. Em 2020 eles foram na contramão: tinham caixa, contrataram, aumentaram a mídia e passaram a sanitizar. De 20 a 25 unidades por ano, chegaram perto de 100.

Hoje: cerca de 525 unidades em todos os estados, quase 10 mil profissionais, mais de 4 mil atendimentos por dia. A rede fechou 2025 com R$ 209 milhões. A meta de 2026 foi para R$ 231 milhões, perto de 550 franquias. O mesmo franqueado fatura 22% a mais que no ano anterior. Em 2025, pela primeira vez, mais da metade da receita veio de PJ. Investimento a partir de R$ 49 mil. Em 2024, melhor franqueadora do Brasil pela ABF, a primeira microfranquia a ganhar. O plano é ficar no ecossistema de limpeza (estúdio, Airbnb, alto padrão). O conselho dele: só vai. 

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